"Sem tentar prever, não vou mais me decepcionar com nada"
(Superguidis)
"E se eu for o primeiro a prever
e poder desistir do que for dar errado?
Ah, ora, se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão!"
(Rodrigo Amarante)
"Se não se trata de um poder, mas sim de um impulso fisiológico, o amor só serve mesmo, sem perder suas reais características e finalidades, para se amar. E o que significa amar, além daquilo que explicam a fisiologia e a biologia? Não sei, não sei mesmo. Eu sinto, eu conheço, eu preciso, eu me delicio, eu me acabo por ele e com ele, mas não sei o que ele é. Porém, quando eu o uso como poder, contrariando sua natureza, sei perfeitamente no que ele se transforma: a maior e mais perigosa arma de chantagem autoritária que existe, através do qual se invalida o impulso da liberdade das pessoas, sobretudo enquanto amadas e amantes."
(Roberto Freire)
"Pra que nomes? Era azul e voava!"
(Mário Quintana)
Quando era piá tinha loucura por conhecer Gramado. Sei lá o que imaginava encontrar lá, a neve, o papai-noel, essa tal de felicidade... mas achava que devia ser o lugar mais bacana e maravilhoso do mundo. Meus pais estavam meio sem grana, minha mãe trabalhava em dois lugares, um salário só pra pagar a PUC dela, mas garantiram meu lugar numa excursão de conhecidos. Bá, forma dias e noites de muuuuuita expectativa, esperava até fugir pra lá e morar por todo sempre neste lugar encantado. Claro que, no alto da sabedoria dos meus 10 aos, era bem simples: era só fugir da excursão, bater num abrigo e viver feliz para sempre. Juntei, durante dois meses, todas as moedas possíveis, trabalhei por dinheiro (okei, okei, era só lavando a louça pra minha mãe), deixei de merendar e de comprar bolachinha recheada. Tudo pra garantir minha subsistência por lá. Claro que nem dormi na noite anterior...na hora de embrarcar, chorei compulsivamente, pois tinha certeza que nunca mais veria meus pais, já que eu não iria voltar.
Chegando lá... nada, nadica de emoção. Achei tudo tão sem graça que me neguei até a comprar chocolate. Voltei com toda graninha que tinha juntado e com o coração partido. Não gostei, não vibrei, não fugi da excursão.
Tudo isso pra contar que aprendi a não ter expectativas. Aprendi que é bom quando eu faço ser bom, quando estou com vontade que assim seja. Não deposito mais a responsabilidade no outro, em nada que esteja além do meu alcance, além da minha possibilidade de intervir. Se não posso fazer, meter a mão, opinar...não é pra mim. Agora, quando sinto que posso, quando o olho brilha, quando a vontade bate, quando há espaço para as reticências...
Afinal:
"Eu faço minhas coisas e você faz as suas coisas.
Não estou neste mundo para satisfazer as suas expectativas e você não está neste mundo para satisfazer as minhas.
Você é você, e eu sou eu. E se por acaso nos encontrarmos será maravilhoso.
E se não, não há nada para fazer."
(frederick Perls)
E pra encerrar, o poeta mais bacana, marginal e visionário, Leminski:
"Não discuto com o destino:
o que pintar,
eu assino."
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário