A vida da gente tem trilha sonora, isso é fato. Se pudesse gravar uma seleção das músicas que marcaram minha trajetória nessa vida, o Roberto estaria presente com muitas de suas pérolas.
Domingos de manhã...todos os domingos, durante 25 anos em que morei na casa de meus pais, tiveram o Rei como trilha. TODOS. No auge da adolescência, eu passei a não gostar dele, porque gostar das suas músicas significava dar importância pra algo que minha mãe gostava. E isso é inadimissível pra uma adolescente, filha única, capricorniana e sempre do contra.
Azar, agora eu amo. E assumo. E ouço no carro numa loooooooonga seleção em mp3, que eu mesma fiz. E fui pra shopping, às 8h30 da manhã, enfrentar uma fila de velhinhas selvagens, que lutavam bravamente por um lugar nas cadeiras azuis, que custavam meigos R$ 240 pilas. E briguei com a velhinha da frente, que queria dar furo pra outra amigavelhinha dela. Claro que fui pra fila pra minha mãe. Mas sai com meu ingresso também. Não nas cadeiras azuis, mas na arquibancada, com o povão, que é meu lugar.
E vendo há pouco uma entrevista dele, eu enchi os olhos d'água. E nem tô de TPM. Só deixei aflorar a sensibilidade que ele canta na maioria das suas composições.
É uma brasa, bixo!
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